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Notícia

09/08/2018-11h03

Custo de Vida de Florianópolis calculado pela Udesc faz 50 anos trazendo inovações

 
Hercílio Fernandes coordena o cálculo há mais de 40 anos Foto: Carlito Costa/Ascom
Florianópolis conta com um cálculo local de inflação, levando em consideração o padrão de consumo das famílias locais e publicado todos os meses há exatos 50 anos. O primeiro boletim do Índice de Custo de Vida (ICV), calculado pelo Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag) da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) foi publicado em 9 de agosto de 1968, com dados referentes ao mês de julho do mesmo ano.

O trabalho, coordenado por mais de quatro décadas pelo administrador Hercílio Fernandes Neto, completa meio século trazendo inovações. Em breve, o trabalho será feito com um novo software desenvolvido na Udesc Esag, com apoio da Fundação Esag (entidade de direito privado, sem fins lucrativos, que apoia ações da universidade). O novo software tornará o trabalho mais produtivo e abrirá mais possibilidades de extrair informações relevantes dos dados coletados.

Saiba mais sobre o ICV/Udesc Esag em www.esag.udesc.br/custodevida

Além disso, o cálculo passará a usar dados locais da Pesquisa de Orçamento Familiar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje não considerados nos índices nacionais de inflação (que levam em conta apenas as grandes regiões metropolitanas).
Essa pesquisa estabelece o peso de cada produto ou serviço no gasto das famílias, o que permite calcular o índice geral de inflação.

Até então, o índice de custo de vida de Florianópolis baseava esses parâmetros locais em pesquisa feita pela própria Udesc Esag.
Com o aproveitamento dos dados do IBGE, aumenta-se a produtividade da equipe que faz o cálculo do Índice de Custo de Vida da Capital. Além disso, a atualização dos parâmetros da pesquisa de orçamento familiar – realizada de tempos em tempos – mantém a fidelidade do índice à realidade do consumo das famílias locais.

História

No início de 1968, a Secretaria de Estado da Fazenda de Santa Catarina precisava de um índice regional de inflação, que não existia em Santa Catarina. Reajustes de contratos, planejamento de compras e vendas por empresas, orçamentos públicos e privados eram feitos com base em indicadores nacionais, então calculados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro. Ainda que estatisticamente confiáveis, tais índices não eram produzidos levando em consideração a realidade local, o que trazia distorções.

O então secretário de estado da fazenda, Ivan Luiz de Mattos, buscou a solução do problema numa instituição estadual recém-criada: a então Escola Superior de Administração e Gerência (hoje Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas, que mantém a sigla Esag), uma das unidades da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) em Florianópolis.

A Udesc Esag mantinha então o Instituto Técnico de Administração e Gerência (Itag), que prestava serviços de consultoria e contava com professores e técnicos do curso de Administração. Um desses técnicos era o professor Nilton José de Andrade, que fez estágio na FGV para trazer a mesma metodologia ao cálculo do pretendido indicador local.

Os pesquisadores do Itag foram a campo em julho de 1968 e o primeiro boletim com o indicador do custo de vida de Florianópolis foi publicado em 9 de agosto. Desde então, os boletins se sucedem mês a mês, ininterruptamente, há 50 anos.

Hercílio

Em 1972, um aluno de Administração da Udesc Esag, em seu último ano de curso, tornou-se estagiário da equipe responsável pelo cálculo do custo de vida. Hercílio Fernandes Neto continuaria esse trabalho como técnico da universidade e, quatro anos depois, em 1976, assumiria a coordenação da tarefa – função que ocupa até hoje.

São 46 anos de envolvimento com o índice de custo de vida de Florianópolis (que existe há 50) e 42 anos de coordenação. Hercílio Fernandes Neto hoje, prestes a se aposentar, é um guardião do índice, que mantém vivo com sua experiência e o apoio de uma equipe de estudantes bolsistas – algo semelhante ao estagiário que ele mesmo já foi.

A dedicação ao cálculo do custo de vida é a mesma dos primeiros anos, mas hoje as ferramentas são muito diferentes. “Até os anos 1990, tudo era mais artesanal, nada era informatizado, as contas eram feitas em calculadoras”, conta Hercílio. Hoje os cálculos são feitos de forma mais produtiva, com auxílio de planilhas e softwares específicos.

Assessoria de Comunicação da Udesc Esag
Jornalista Carlito Costa
E-mail: comunicacao.esag@udesc.br
Telefone: (48) 3664-8281
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