Escrito por Jornal da Educação
Blumenau - A Secretaria de Educação começou a aplicar a segunda etapa da Avaliação Diagnóstica em cerca de sete mil crianças que frequentam as turmas de pré-escolar, primeiros e segundos anos do ensino fundamental da rede municipal da cidade. A previsão é que todas as turmas façam a avaliação até o dia 15 de julho.
Por meio da avaliação diagnóstica é possível saber o que cada criança já sabe sobre leitura, escrita e matemática.
O objetivo é realizar um diagnóstico individual, acompanhando a evolução da aprendizagem de cada um dos estudantes. As avaliações aferem conhecimentos relativos à evolução processual da leitura, da escrita e do desenvolvimento do raciocínio lógico-matemático e são elaboradas pelas coordenações de alfabetização e matemática do município, seguindo os parâmetros estabelecidos pela Proposta Pedagógica da rede municipal e as orientações do Ministério da Educação - MEC.
Segundo a coordenadora de alfabetização da Semed, Irene Debarba, “parte dos conhecimentos é avaliado por meio de questões escritas e parte através de entrevista individual, na qual se ouve a leitura, levanta-se conhecimentos a respeito da identificação de números e letras, entre outros”.
Em média, são necessárias duas aulas para avaliar cada turma.
Esta análise acontece três vezes ao ano, em fevereiro, julho e novembro. Os dados coletados são analisados e organizados em planilhas. Com as informações separadas por escola, turma e aluno, ao final do ano, tem-se o registro da evolução de cada criança. Essas informações retornam à escola para avaliação.
“Na devolutiva são abordados aspectos relativos aos avanços, às dificuldades, às necessidades das crianças. Para cada turma, sugerimos determinadas situações didático pedagógicas a fim de obter êxito em relação à aprendizagem de todos e de cada um”, detalha Irene.
A Semed também elabora apostilas com sugestões de atividades, bibliografias específicas, materiais lúdicos para demonstração e prepara formações continuadas para os professores.
Resultados significativos
As avaliações fazem parte do projeto “Alfabetização e Letramento: Um Direito de Todos” que prevê também orientação de professores, coordenadores pedagógicos e gestores escolares por meio de visitas às escolas, reuniões, formação continuada, criação de material didático e sugestão de leituras.
Proposta pedagógica
Criado em 2007, com o intuito de acompanhar e garantir a todas as crianças êxito nos processos de alfabetização e letramento, a proposta pedagógica conta com 13 professoras alfabetizadoras que visitam e acompanham cerca de 350 classes quinzenalmente.
“Após a sistematização do projeto, montamos uma equipe de professoras especialistas em alfabetização para visitar as salas de aula, acompanhando o trabalho dos professores e a evolução da aprendizagem das crianças”, esclarece Irene.
Em 2008, foi incorporado ao projeto o Prêmio Professor Alfabetizador. “Ao início de cada ano letivo, a Semed identifica os professores com pouca ou nenhuma experiência na alfabetização e oferece formação continuada em serviço. Durante o ano, disponibiliza grupos de estudo, oficinas, seminários aos professores alfabetizadores, além do atendimento “in loco”, relata a coordenadora.
Em 2008, Irene revela que apenas 55% dos professores alfabetizadores receberam o Prêmio Professor Alfabetizador, sendo que em 2010 este número aumentou para 75%.
“De 2005 a 2010, reduzimos o índice de reprovação em 50%. Em 2010, 93% das crianças foram aprovadas com sucesso. O IDEB dos anos iniciais aumentou de 4,3 em 2005, para 5,2 em 2009”, acrescenta a coordenadora.
As crianças com deficiência auditiva contam com um intérprete e as crianças com deficiência visual recebem uma adaptação em braille. Já aquelas crianças com baixa visão, dispõem de uma versão ampliada da avaliação.