Escrito por Norberto Dallabrida
A processo gradual de flexibilização da economia determinada por estados e municípios desencadeou o debate sobre a retomada das aulas presenciais nas escolas. Se a reabertura de lojas, shoppings, restaurantes e bares foi geralmente precoce, exigindo muitas vezes o retorno de seu fechamento, as instituições educacionais não podem errar porque lidam com crianças e jovens e têm grande potencial de deslocamento e de aglomeração de pessoas.
Com a negligência vergonhosa do Ministério da Educação na condução nacional dos problemas educacionais, algumas propostas estaduais de retomada das aulas presenciais têm ganhado visibilidade.]
Devido ao seu peso na federação brasileira e à sua postura no combate à pandemia que nos assola, o estado de São Paulo tomou a iniciativa no campo educacional. No dia 24 de junho, anunciou um plano de volta às escolas – públicas e privadas – para o dia 8 de setembro, mas somente se todo o estado estiver na fase amarela por no mínimo 4 semanas. O território paulista foi dividido em cinco fases – vermelha (1ª), laranja (2ª), amarela (3ª), verde (4ª) e azul (5ª)
Deste modo, o retorno das aulas será escalonado, de forma que na primeira etapa somente 35% das turmas poderão estar em sala de aula; na segunda etapa 70% e, na última, 100%. Segundo o jornal Folha de São Paulo, “para a segunda etapa do retorno, 60% das regiões precisam estar na fase verde da flexibilização da quarentena por mais de 14 dias e, para a última etapa da retomada, 80% das regiões preci
Entre as dificuldades do retorno está a avaliação das pilhas de trabalhos realizados durante a pandemia e entregues somente no retorno dos alunos.
No entanto, na educação básica a situação é mais delicada, especialmente na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental onde o contato e a aglomeração são difíceis de impedir. Para autorizar o retorno às aulas presenciais, as secretarias de educação – estadual e municipais – de Santa Catarina devem se respaldar em parecer rigoroso das autoridades sanitárias, visando a segurança de nossos estudantes.